/> Πρωτεύς: Escravos

4 de outubro de 2010

Escravos

Somos escravos e nosso tempo é curto,
Nossas mãos, braços, pés, pernas — curtos:
Quão alto e longo, porém, o muro!

Somos escravos e nossas correntes leves,
Tão leves que não as percebemos mais.
Nascidos que somos de vencidos pais.

Somos servos de um senhor indígno,
Nossas correntes do ferro invisível,
Da matéria invisível dos sonhos.

Somos sombras de um sonho triste
Sonhado à tarde por um menino
Cujos pais desertaram da vida.

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