/> Πρωτεύς: Deus e o diabo na terra do sol I: Um filme, duas revoluções

16 de abril de 2013

Deus e o diabo na terra do sol I: Um filme, duas revoluções



O ano é 1964; o Brasil torna-se ´palco de duas revoluções: a militar, que pouco a pouco se estende porDeus e o diabo na terra do sol.toda a América do Sul e a do cinema novo; é o ano da queda (fuga) de Jango e da ascensão de Glauber Rocha. É verdade que o cinema novo já era então um movimento consolidado e que golpismo militar vinha se ensaiando no Brasil e alhures h bem umas décadas, mas isso não tira a importância dos eventos de 64. Deixemos de lado a política, ou melhor, deixemo-la ao fundo, que é o seu lugar, para tratarmos de um filme que me parece grande entre os grandes,

Quando Deus e o diabo é lançado, Glauber, que se lançara ao cinema com o curta Pátio, já havia rodado o longa Barravento e posteriormente ainda será o responsável por grandes realizações do cinema brasileiro como Terra em transe. Mas, penso eu, é ainda o filme de 64 a expressão máxima do gênio maldito do cineasta baiano. Nele se expressa, com todo vigor e arte, as
oposições que encontram nas periferias do mundo (geográfico, político, existencial) o canteiro fértil donde florescer. Oposições sim, não contradições, não dialética. Faz pouco caso da arte e do gênio que recorre a superficial lógica do marxismo para explicar as obras de Glauber.

Entender Deus e o diabo consiste em responder três perguntas: que deus é esse? Que diabo? E que terra é essa, a terra do sol? Este é o exercício que vos proponho, caros leitores, e o convite que vos faço: lancemos um novo olhar sobre esta obra de arte soterrada pelas ideologias fáceis e idealismos ultrapassados.



Assista ao filme:




Assista ao primeiro curta-metragem de Glauber Rocha:




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