/> Πρωτεύς: Eremita

6 de novembro de 2010

Eremita

Em torno do seu vazio, o mundo.
Ele vai até o descampado e espera;
Um ainda maior vazio alí, espera.

Até o monte da assembléia, ao norte extremo,
Caminhou por sete dias através do silêncio
Que ao nome arranca a voz e à palavra o traço.
Tinha consigo, sob os pés o asfalto,
Alguma derradeira certeza.

E era vã:
Nada.

2 comentários :

ivanlantyer disse...

Por algum acaso, meu caro, você quis designar seus versos a algum Eremita específico? Busquei interpretar e não consegui identificá-lo.

Lucius disse...

Mesmo eu tenho dificuldade para interpretar, mas talvez pudessemos identificá-lo com Nietzsche pela referência bíblica (Is. 14; 12ss). As vezes o próprio autor não goza do privilégio de conhecer da verdade das palavras, mas como bem disse Eliot, "a verdadeira poesia deve comunicar antes mesmo de ser compreendida". Espero que seja esse o caso.

abraços